E se tudo der certo…

 

Recentemente teve grande repercussão, a festa de um grupo de estudantes ´fantasiados´ de profissões que julgavam ser características de ‘quem não deu certo na vida’.  Apesar do tema estar batido, chato e velho, minha coluna era pra hoje e não queria perder a oportunidade de falar tb.

Não sei se TUDO DER CERTO significa um posto de status e qual empresa trabalha. Só sei que tenho uma ideia diferente sobre como deve ser legal demais ´dar certo´. Pra mim, se tudo der certo, terei uma casa bem legal. Própria. Com quintal e churrasqueira. Se tudo der certo, não precisarei pagar em julho as contas de agua e luz de junho. Não sentirei falta no fim do mês daquele dinheiro que paguei o taxi ao invés de esperar mais 25 minutos pelo próximo ônibus. Tô pedindo muito? Não né? Adoraria poder fazer uma viagem com a família para um resort all inclusive todo ano mas alugar um ap com 4 beliches e fazer misto quente toda manhã, descer com a toalha pendurada no ombro e andar 100 m para chegar a praia tá legal também. Ou 200 metros. Andaria até 400.

* Se tudo der certo, não precisarei bater ponto das 8 as 18h. Usarei meu melhor horário criativo. As vezes ele acontece as 2 da madrugada e não teria problema algum em ficar até amanhecer, já que depois dormiria o sono dos justos. Se tudo der certo, um dia lançarei meu livro e com muitos amigos no lançamento. A família vai falar assim: Ahhh se “vovó Neném” estivesse viva para ver isso! E meu olho vai encher d´agua.

* Se tudo der certo, meus filhos vão se lembrar da infância com alegria. Vão rir dos casos. Vão sentir saudade dos nossos dias na praça, no clube, no portão de casa enquanto esperávamos o escolar e dos aniversários nada apoteóticos que sempre fiz.  E vamos precisar de um apartamento com 12 beliches na praia pra acomodar a família que eles construirão. Se tudo der certo, eles não precisarão escolher entre o táxi e o ônibus. Se tudo der certo, vou tomar conta deles até o dia que eles irão tomar conta de mim. E vou ser palpiteira. Se tudo der certo, eles vão ser felizes pra sempre.

* Se tudo der certo, você vai passar no vestibular. Se tudo der certo, você vai fazer um curso técnico. Se tudo der certo, você terá passado a infância sem ter quebrado nenhum osso ou se tudo der certo você teve vários autógrafos da galera no gesso. Se tudo der certo, você assistirá um jogo da copa do mundo no estádio, ou se tudo der certo, tomando um barril de chopp com os amigos em casa. Se tudo der certo, você vai ter filhos. Ou não. Se tudo der certo, você vai impressionar na cozinha. Se tudo der certo, você não vai saber fritar um ovo. O que é o sonho de um, nem sempre é o sonho do coleguinha.

Levei o tema para outro lado de propósito. Porque DAR CERTO ou DAR ERRADO é muito mais do que ser CEO de uma grande empresa. Conheço gente que largou emprego (com bom salário por sinal) para voltar a estudar, foi para o outro lado do planeta, tá retomando do zero e nunca a vi tão feliz. E quantas pessoas que quebraram o crachá, se aventuraram em projeto próprio e apesar de não render milhões, isso sim foi o DEU CERTO dele/a?

Realização profissional não vem sozinha. Ela só acontece se a realização pessoal tá vindo junto. Não é a poltrona de couro ecológico sob aquele piso MA-RA  e a mesa (de algum material que nem sei dizer qual tá em alta no momento) que vai ter ajudar a escolher entre o churros de doce de leite ou o de chocolate.

Arrisque no que te traz felicidade e leveza. E o mais importante: NÃO TENHA MEDO DO NOVO.
O “deu certo” de antigamente era ter curso de datilografia.

 

 

Boa fé

O indivíduo, na vida, em todas as suas relações interpessoais espera sempre lidar com pessoas honestas, comprometidas e de conduta condizente com seus próprios valores de integridade verdade. Isso se dá desde as relações mais simples até àquelas mais complexas que envolvem contratos, casamento. Nutre-se, de forma natural, uma esperança em relação à conduta do outro que se fundamenta na constatação de que a maioria das pessoas atua dessa mesma forma na sua vida e em suas relações.
Em geral,o ser humano tende a ser reto, ou seja, faz questão de honrar com os compromissos assumidos e sua palavra é digna de confiança. E é a partir desta convicção que a sociedade como um todo passou a aplaudir pessoas probas, honestas e cumpridoras de suas palavras. Assim, o direito se posicionou, seguidor dos anseios e da sociedade, homologou tal conduta por ela reverenciada criando normas, limitações e sanções nas relações humanas, em sua maioria contratuais, visando as práticas ilícitas daqueles que não atuam com a honestidade esperada.
Desta forma, o art. 422 do Código civil assim dispõe: “Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e de boa-fé”.
Tal artigo tem servido como suporte legal para a visualização da boa fé como fase pré contratual e , não só na conclusão e execução do contrato.
Seguindo esse raciocínio, temos a boa fé como sendo um dos princípios fundamentais do direito privado,cuja função funda-se em estabelecer um padrão ético de conduta para as partes nas relações obrigacionais.
E esse princípio via além. Contemplado no Código de Defesa do Consumidor, é um dos principais princípios fundamentais das relações de consumo e como cláusula geral para o controle de cláusulas abusivas.
Como exemplo,pode-se mencionar :
Seguro de vida

O STJ já tem jurisprudência firmada no sentido de que a seguradora não pode extinguir unilateralmente contrato renovado por vários anos. Num dos casos julgados na Terceira Turma em 2011 (REsp 1.105.483), os ministros entenderam que a iniciativa ofende o princípio da boa-fé. A empresa havia proposto à consumidora, que tinha o seguro de vida havia mais de 30 anos, termos mais onerosos para a nova apólice.

Em seu voto, o ministro Massami Uyeda, hoje aposentado, concluiu que a pretensão da seguradora de modificar abruptamente as condições do contrato, não renovando o ajuste anterior nas mesmas bases, ofendia os princípios da boa-fé objetiva, da cooperação, da confiança e da lealdade que devem orientar a interpretação dos contratos que regulam as relações de consumo.

Plano de saúde
Em outubro do ano passado, a Terceira Turma apontou ofensa ao princípio da boa-fé objetiva quando o plano de saúde reajusta mensalidades em razão da morte do cônjuge titular.

Defeito de fabricação
No ano passado, a Quarta Turma definiu que, independentemente de prazo contratual de garantia, a venda de um bem tido por durável (no caso, máquinas agrícolas) com vida útil inferior àquela que legitimamente se esperava, além de configurar defeito de adequação (artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor), evidencia quebra da boa-fé objetiva que deve nortear as relações contratuais, sejam de consumo, sejam de direito comum (REsp 984.106).
Constitui, em outras palavras, descumprimento do dever de informação e a não realização do próprio objeto do contrato, que era a compra de um bem cujo ciclo vital se esperava, de forma

Sendo assim conclui-se que,muito mais do que confiar na forma com que o outro irá agir, a boa fé está para além disso. Trata-se de um conceito institucionalizado pelo direito para conduzir e direcionar as relações humanas.

Eu acredito no amor. Acredite você também!

No dia de hoje, o texto não poderia ser diferente! O tema tinha que ser AMOR!
A data de 12 de junho divide opiniões! Existem os que aprovam e esperam ansiosos por esse dia, e aqueles que manifestam publicamente seu “ódio”. Os comerciantes e donos de restaurantes estão no primeiro grupo, afinal o Dia dos Namorados é a terceira data mais significativa para o comércio. Neste mesmo grupo ficam praticamente todos os casais “recém namorados” e alguns não tão recentes.

No segundo, encontramos aqueles que estão sozinhos, os que estão juntos mas não queriam estar, os que acham que já passaram da época ou da idade disso, os que sentem raiva pois não receberam logo não sabem dar amor, os que deram demais e não tiveram de volta, os que fazem piadinhas sobre esse dia e os que se vestem com uma armadura afirmando fortemente que não ligam para isso. Alguns estão preparando algo especial, um bombom, uma flor, uma surpresa, um café da manhã, uma lingerie, uma mensagem de carinho, um abraço…enquanto outros já acordam tristes, depressivos ou ironizando a data.
Bom, não estou aqui para defender o consumismo e a troca de presentes, cada um tem uma forma de manifestar o que sente, quero mesmo é defender o amor e todas as formas de amar! O amor de forma ampla!

Defendo o amor entre pais e filhos, o amor entre amigos e amigas, o amor entre colegas de trabalho, entre chefe e funcionário, entre vizinhos, irmãos, entre namorados, entre casados, com o conhecido e o desconhecido! Simplesmente amar!
E se sabemos que a nossa vida é reflexo do nosso mundo interior, por que não nos enchermos de amor? Reparou como muitas vezes estamos presos numa armadura, prontos para guerrear, preparados para qualquer batalha? Porque em tantos momentos temos dificuldades de demonstrar quem verdadeiramente somos? Por que é tão difícil deixar o orgulho de lado? Por que escolher ficar preso a nessa máscara?
Pode ser que você não se sinta confortável nesse momento, talvez você ainda não tenha encontrado o seu grande amor, talvez você esteja desistindo de amar, talvez o seu grande amor já está ao seu lado mas cheio de conflitos e ressentimentos, ou talvez o seu grande amor não esteja mais com você…. Mas independente da sua situação, ACREDITE NO AMOR. Baixe as suas armas e revele o seu rosto, a sua alma.

Abrir o coração resulta em maior disposição para aceitar e maior possibilidade de dar e receber amor. E por falar em “dar” e “receber”, sabia que ideal é um equilíbrio entre esses dois comportamentos? Como você se vê? Você é aquele que se anula, só doa e nem deixa espaço para receber? Aquele que doa mas sempre pedindo algo em troca? Aquele que é apático e fica parado esperando receber? Aquele que “toma” querendo receber o tempo todo? Essa reflexão é muito importante não só nos seus relacionamentos, mas em tudo na sua vida. Um simples ajuste nesse sentido pode fazer toda a diferença.
Para os casais em conflitos, diferenças são normais, e por mais que não pareça, diversas pessoas já experimentaram os mesmos padrões de relacionamentos, o que importa é forma de lidar com isso. Não somos iguais e à medida que exploramos nossas diferenças podemos perceber os muros da mágoa, raiva, medo e da desconfiança se desfazerem. As pessoas de modo geral não somente pensam como também falam, sentem, percebem e reagem de formas diferentes, o que não significa que não possam se entender, encontrar a harmonia e se amar.
Para você que hoje não tem alguém mas gostaria de ter, acredite que o seu AMOR vai chegar. Acredite que você é lindo por dentro e por fora. Olhe-se no espelho, veja como você é encantador ou encantadora. Se imagine com a pessoa amada, se imagine merecedor de carinho, afeto e atenção. Sinta…onde essa pessoa pode estar agora? O que você pode fazer para estar mais perto do que você deseja? Como ser feliz e “aproveitar” de todas as outras formas de amar enquanto o namorado ou namorada não aparece? O que é seu está guardado…e enquanto o “amor” não chega, manifeste esse sentimento a alguém! Atraia isso para você.
Finalizando….Para quem foge de amar, faço aqui a minha campanha… Sim, sou a favor do amor, a favor dos namorados, dos casais e a favor da família!!!! Olhe ao seu lado…que tal parar de preencher o seu vazio com momentos e escolher a existência? Não importa se você já sofreu, não importa se na sua família você não vê exemplos de amor, não importa se esse sentimento se distorceu por um período da sua vida… você pode fazer a sua nova história, e a pessoa ideal para isso pode estar do seu lado ou ser aquela que você menos esperar.
Por hoje, desprenda-se dos seus compromissos e responsabilidades do mundo moderno e ame!
Eu acredito no amor, seja de qual forma for!

Namoro por contrato

Estamos na semana dos namorados! Nada mais oportuno, então, do que tratarmos desse tema. Mas, dessa vez, analisado sob outro aspecto que não só o romântico; de uma forma mais prática e objetiva, deixando um pouco as emoções de lado, mas só um pouco….
O mundo moderno contextualizado na sociedade contemporânea reflete nas relações interpessoais e nos padrões de comportamento de forma sutil, porém pontual, trazendo novos conceitos para as relações afetivas. Os namoros no sofá deixaram de ser tão comuns e evoluíram para o “na minha casa ou na sua“?
Hoje em dia é comum que um namoro “firme”, como se dizia antigamente, seja vivido com maior intimidade, compartilhando o dia a dia, criando uma rotina própria do casal de forma a estender, muitas vezes, para o ambiente familiar ultrapassando a questão exclusivamente amorosa da relação.
Com essa mudança de comportamento ficou muito difícil diferenciar o namoro da união estável. E, nesse sentido, visando impedir que qualquer efeito jurídico incida na relação como questões patrimoniais, por exemplo, que, muitos casais vêm optando por declarar, por meio de contrato, que o relacionamento amoroso não tem o objetivo de constituição familiar, e, portanto, não constitui união estável.
Sob o aspecto jurídico, o contrato de namoro, nada mais é do que uma simples declaração de vontade em que os envolvidos afirmam por meio de documento particular ou público que vivem um relacionamento amoroso, sem a intenção de constituir família. Neste mesmo instrumento, que deverá retratar a realidade vivida entre o casal sob pena de ser revogado ou declarado nulo, declara-se, ainda, a independência financeira dos companheiros, a expressa ausência de comunicação dos bens presentes e futuros, bem como, que em havendo a intenção de constituir união estável, o farão obrigatoriamente por escritura pública.
Conclui-se então que, apesar de ser algo ainda recente e controverso entre os operadores do direito, o contrato de namoro é uma tentativa válida para afastar os efeitos da união estável e alcançar a proteção patrimonial.
Será o novo “quer namorar comigo?”

Leia esse texto antes de decidir demitir ou contratar o seu Coach

Recentemente me assustei ao ler um artigo. Certo professor afirmava serem o Coaching e a psicologia positiva os responsáveis pela infelicidade causada pelo individualismo e desinteresse em soluções coletivas.

Tratando-se de um processo em que eu vivenciei, que eu estudo diariamente, e também da minha profissão, fiquei “sem ar” e senti uma vontade enorme de esclarecer alguns pontos.

Se eu pudesse citar palavras que norteiam o processo de Coaching, eu destacaria a empatia, o amor, a doação, o equilíbrio, o sonho e a gratidão…. Onde está o individualismo nessa história?

Não, o Coaching não fomenta a competição com os outros, pelo contrário, defendemos que o referencial do cliente deve ser ele próprio. O que há de errado em buscar ser melhor? Um melhor pai, um melhor filho, um melhor amigo, ter uma saúde melhor, ser um melhor marido/esposa, e também um melhor profissional?

Quando dizemos alta performance, referimos a todas as áreas da vida. E digo isso especificamente com relação à metodologia que eu trabalho, o Coaching Integral Sistêmico (CIS). Para o CIS, em nossa vida existem vários pilares. O espiritual, que não se trata de religião, de discutir e impor alguma religião, mas sim de espiritualidade, de ter fé, gratidão. Abordamos também os relacionamentos, com os pilares parentes (pais e irmãos), conjugal, filhos e social. E neste momento fica mais nítido a palavra amor. Temos ainda o pilar servir, que é dedicar um tempo ao outro, ter compaixão, doar e amar sem pedir nada em troca. E para completar a lista de pilares, trabalhamos com a saúde, o intelectual, financeiro, profissional e o emocional.

Apresentamos no Coaching diversos conceitos dentre eles o V0, que seria olhar nos olhos; o profetizar nos pilares da sua vida e na do próximo, que nada mais é do que trazer afirmações positivas para si e ao outro; o abraço de 40s, que seria uma forma de carinho e de redução de estresse cientificamente comprovada; e a gratidão, atitude que transforma vidas.

Fala-se em amor próprio, o que não quer dizer egoísmo. Quer dizer principalmente aceitação. Gostar de si, estar bem consigo mesmo para que isso automaticamente reflita na sua casa, sua equipe e por onde mais você passar.

Quanto à ansiedade, curiosamente falando, na busca da excelência, o Coachee não apresenta um aumento do nível de ansiedade, pelo contrário, 100% dos meus clientes relataram uma redução significativa deste sentimento.

Aaaah, e quanto a Autorresponsabilidade….O conceito de que você é responsável pela vida que tem levado. Garanto que ele não é o vilão da história. Este conceito não trabalha em momento algum com a palavra culpa, mas sim, como o próprio nome diz, responsabilidade. A ideia é eliminar o comportamento de justificativas e de “empurrar” para o outro a responsabilidade dos nossos resultados. É nos deixar fortes e capazes de fazer diferente para ter resultados diferentes.

Quem já vivenciou sabe que o Coaching é um processo pessoal e individual. O Coach não diz ao Coachee (cliente) o que ele deve fazer. É um processo de perguntas. E em alguns momentos, sim, o Coachee pode perceber que é preciso ajustar alguns comportamentos, como por exemplo dizer “não”, e isso pode ser importante para o equilíbrio da vida dele. Assim como em outros casos, o Coachee pode perceber que é preciso amar mais, doar mais, servir mais…. Não existe regra, busca-se o equilíbrio. Não existe só o “eu”. Existe o “eu”, o “você” e o “outro”.

Bom, eu ficaria horas descrevendo o valor desse processo pois, como Master Coach, no meu dia a dia vejo como este processo restaura lares, famílias, relacionamentos e ambientes profissionais.

Compreendo a posição do autor daquele artigo, pois como em várias profissões encontramos todos os tipos de profissionais, e com certeza o contato dele não foi tão positivo…mas me chateia apenas a ideia de generalizar. Como seria se fizéssemos isso em outras áreas profissionais? Com os médicos, enfermeiros, dentistas, engenheiros, advogados e até mesmo professores?

Termino o meu texto convidando a você leitor que tire as suas próprias conclusões, mas que antes disso conheça o nosso trabalho. Eu, como vários outros Coaches estamos disponíveis para uma sessão experimental em que vocês possam vivenciar e entender um pouco mais do processo.

“Etiqueta Condominial”

Assunto recorrente e, atualmente, cada vez mais corriqueiro, as relações condominiais que, para muitos, é sinônimo de conflito estão prestes a deixar de sê-lo para tornar-se uma relação de cordialidade e respeito.
A vida social contemporânea e o cenário atual de violência e insegurança impactou os antigos padrões condominiais e trouxe um novo formato. São edifícios cada vez mais altos, com um número maior de apartamentos por andar e acoplados a uma área de lazer completíssima recheada de espaços para o compartilhamento e atividades em grupo. Tudo isso tentar para preservar o morador e sua família de qualquer risco “do mundo lá fora” oferecendo-lhes segurança e conforto.
Mas, esse novo conceito de habitação familiar também implica nas relações interpessoais exigindo relativa tolerância das pessoas, sujeitando-as a suportar uma das outras determinada reciprocidade de incômodos.
E aí vem a pergunta : “Como tornar essas relações mais leves e harmônicas ?
Bem, levando-se em conta que em um ambiente como esse a ocorrência de conflitos entre condôminos, o Código Civil Brasileiro, dispõe em seu no artigo 1277, que o proprietário ou inquilino tem o direito de impedir que o mau uso da propriedade vizinha possa prejudicar a segurança, o sossego e a saúde dos que habitam o edifício – o que quase sempre é causa de discussões acaloradas e conflitos.
Isso se dá pelo fato de ser difícil viver em harmonia quando se trata de várias pessoas de hábitos, gostos e costumes nem sempre parecidos.
Assim, imperioso se faz o bom senso e o tão falado “jogo de cintura” associados a algumas regras básicas de boas maneiras aplicadas nesse tipo de relação – A Etiqueta Condominial – que, segundo a especialista em Etiqueta Empresarial e Comportamento Humano,Cláudia Peruzzato, “ Trata-se sim, de educação, desprendimento e vontade de bem-viver tão comum à maioria das pessoas”.
Etiqueta, segundo ela, pode ser definida como um conjunto de normas e procedimentos característicos da boa educação, polidez,cortesia e hospitalidade,no relacionamento entre pessoas ou grupos, por ocasião de eventos profissionais,ou mesmo cotidianos, incluindo-se os sociais.
Seguem, portanto, algumas dicas para uma melhor convivência no dia-a-dia entre condôminos:
✓ Conhecer e respeitar as regras que regem o seu condomínio ;
✓ Respeitar os horários de uso das áreas de lazer e limpá-las após a utilização;
✓ Em dias de confraternização ou festa, caso não convide os vizinhos para o evento ou enviar um simples cartão simpático se desculpando antecipadamente pelo incômodo;
✓ Lembrar-se de que seu animal de estimação não deve perturbar o sossego e o descanso dos outros moradores;
✓ Não permitir que seus filhos gritem ou corram em áreas que não são destinadas para brincadeiras;
✓ Em elevadores ou hall de entrada,cumprimentar sempre todos os presentes e esperar as pessoas saírem para depois entrar;
✓ Em garagens, quando dois carros se encontram, a preferência sempre é de quem está chegando.

Essas são algumas dicas que se usadas com frequência podem tornar o ambiente condominial muito mais agradável de se viver.

Preciso saber se estou indo bem…

Habilidades de comunicação são essenciais para manter um alto grau de eficiência no trabalho e nas relações interpessoais. Se você reconheceu o título desse artigo, o mesmo do livro do Richard L Williams, sabe exatamente do que eu estou falando, da importância do feedback!

Feedback é uma valiosa ferramenta de comunicação. É basicamente um retorno do que cada pessoa representa. Quando melhoramos nossas habilidades de feedbacks estabelecemos um processo de compreensão, respeito e confiança mútuos.

Nesse sentido, venho com algumas reflexões para você….

Quando um funcionário faz um bom trabalho, você elogia o desempenho dele? E quando ele faz algo errado, você explica o que está errado ou já repreende? Você conversa com o seu colega, seu colaborador? Em seus relacionamentos pessoais, você faz mais críticas, elogios ou fica indiferente?

Assim como a água e o ar são essenciais para a vida humana, o feedback é um nutriente essencial para a produtividade e os relacionamentos. A falta ou o mau uso dele pode dificultar em muito as nossas relações. Sonegar feedback é como um castigo psicológico.

Quando não damos nenhum retorno para uma pessoa ela reage de 2 formas. Baixa produtividade e comportamento inadequado. Assim, se a sua equipe não está produzindo o tanto que deveria, ou se você detecta comportamentos inapropriados, é bem possível que a causa seja a falta de feedbacks em qualidade e quantidade. O mesmo ocorre nos relacionamentos com os seus filhos, pais, cônjuges e amigos.

Para ficar mais claro, apresento agora os 4 principais tipos de feedbacks:

Positivo – é quando se ressalta uma atitude exemplar de alguém. O principal ganho desse feedback é a repetição do comportamento. Portanto, se deseja que o comportamento de uma pessoa se repita, comece logo a reconhecer e a demonstrar.

Corretivo – é quando se corrige uma pessoa. Embora não seja o ideal, é o mais usado. Busca modificar um comportamento, mas quando não está associado ao feedback positivo apresenta resultados pouco eficazes.

Negativo/ofensivo – é bem parecido com uma crítica. Deve ser usado apenas em último caso pois o principal efeito é gerar repulsa, afastamento, além de inibir o fluxo livre de informações.

Insignificante – pouco conhecido, é quando uma pessoa é ignorada ou quando ele recebe feedbacks genéricos. Acaba por deixar a pessoa ainda mais ansiosa por feedbacks.

O matemático, psicólogo e consultor de negócios Maciel Losada através de suas pesquisas desenvolveu uma ferramenta chamada Linha de Losada que determinou a proporção ideal entre interações positivas e negativas para se atingir o sucesso. Segundo o matemático, para manter qualquer tipo de relacionamento com o mínimo de qualidade é preciso ter 3 interações positivas para cada corretiva, mas para o nível de qualidade máxima é necessário 6 positivas para cada interação corretiva. Já pensou se é essa a métrica que você usa no seu dia a dia?

Finalizo dizendo que os métodos tradicionais para corrigir um comportamento como imposição, persuasão e ameaça não duram por muito tempo, só duram até o momento em que o chefe, colega, pais ou cônjuges viram as costas. Porém, quando o uso do feedback é abordado corretamente, pode se transformar em uma ótima ferramenta não apenas para aproximar entes queridos no ambiente social, como também a equipe da gerência no ambiente de trabalho, e, ainda, motivar os colaboradores a se desenvolverem pessoal e profissionalmente.

Assédio moral

E após o feriado do Dia do Trabalho, nada mais pontual do que tratarmos de algo ainda novo no Direito enquanto instituto, mas recorrente em nossa cultura: Assédio Moral ou Violência Moral no trabalho.
Os debates sobre este tema no Brasil são ainda recentes e tomaram corpo após a divulgação da pesquisa brasileira realizada pela Dra. Margarida Barreto em sua dissertação de mestrado em Psicologia Social defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ RJ sob o título “Uma jornada de humilhações”.
Trata-se da exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Comumente em relações hierárquicas e autoritárias dos chefes em relação a seus subordinados acarretando prejuízos práticos e emocionais ao trabalhador e,consequentemente, à empresa.
A humilhação repetitiva e de longa duração expõe o trabalhador a condições que violam sua dignidade e integridade moral comprometendo sua identidade e relações afetivas e sociais acarretando danos à sua saúde física e mental evoluindo para a incapacidade laborativa, o desemprego e , até mesmo a morte constituindo um risco invisível e concreto nas relações e condições de trabalho.
Mas, mesmo assim, muitas vezes por medo passar a integrar o rol de milhões desempregados no país, esses trabalhadores e trabalhadoras instauram o pacto da tolerância e do silêncio rompendo laços no seu ambiente de trabalho isolando-se.
Contudo, para que esteja configurado o assédio moral, é fundamental que a humilhação e ou constrangimento seja
– repetitivo sistematicamente;
– intencional de modo a forçar que o outro abra mão do emprego
– direcionado a uma determinada pessoa ou grupo;
– ocorra durante a jornada de trabalho por dias e meses, somados a degradação deliberada das condições de trabalho.
Segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho – OIT , a violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional que aponta para distúrbios da saúde mental relacionado às condições de trabalho em diversos países que, de acordo com a OIT tende a evoluir para o chamado “mal estar da globalização” nas próximas décadas com distúrbios psíquicos como depressão, ansiedade,angústias relacionados às novas políticas de gestão nas empresas. Fica o alerta para os tempos atuais no sentido de cativar as relações de trabalho de forma multifuncional e sistêmica.

8 estratégias para estar motivado e transformar a sua vida em 2017 (ainda dá tempo!)

O tempo passa rápido…outro dia mesmo eu estava aqui redigindo meu primeiro artigo do ano de 2017!
Agora, estamos em abril e vem aquela sensação de que o tempo está voando! Já se foi o Carnaval, agora a Semana Santa, e num piscar de olhos começa o segundo semestre. E ele a gente nem vê! O segundo semestre tem realmente o mesmo número de meses do primeiro???? Rsrsrsrs

Julho são as férias escolares, agosto a gente tenta entrar no ritmo e vem setembro… feriado, outubro…mais feriado, novembro tem feriado denovo, dezembro começam as festas, comemorações e…2018 está aí!!
Agora, trago algumas perguntas a vocês leitores:
O que mudou nesses 4 e quase 5 meses de 2017?
O que você FEZ da sua vida durante esse período do ano? Atingiu a meta que queria?

Chegou ao peso desejado? Fez a viagem programada? Tem ficado com a família? Saído com os amigos? Os relacionamentos estão legais? O nível de produtividade está top? Conseguiu fazer aquela reserva financeira?
Você está como se imaginava ou desejava estar hoje?
Se você não soube responder as perguntas anteriores ou se a resposta desta última pergunta foi “não”, recomendo que você leia este artigo até o final! Mas se a sua resposta é “sim”, também seria interessante continuar a leitura para confirmar o que eu digo e manter um comportamento de alto nível fazendo de 2017 o melhor ano da sua vida até então!
A seguir 8 estratégias que irão trazer mudanças efetivas na sua vida:
1 – Autoconhecimento – Dedique um tempo para se conhecer, olhar para dentro de si. Entender quem você é independente do que dizem. Conhecer suas habilidades e suas fraquezas. Nos atendimentos de Coaching começo este trabalho sugerindo ao cliente que faça uma lista com pelo menos 30 caraterísticas positivas pessoais. Já fez a sua?
2 – Erre – Sim, isso mesmo que você leu! Eu disse ERRE, reconheça o seu erro! Entenda que muitas vezes você vai errar e aceite isso! O erro é necessário, ele é a etapa fundamental do aprendizado! Não tenha medo, erre e aprenda com seus erros para acertar em seguida.
3 – Inteligência Emocional – Você sabe lidar com as suas emoções? A habilidade emocional é tão importante quanto o conhecimento técnico. Cultive a sua inteligência emocional, empatia, sua capacidade de se relacionar. Trabalhe isso dia a dia. E se não for possível fazer sozinho, não tenha vergonha de procurar ajuda.
4 – Gratidão – adote para a sua vida o estilo de gratidão. Sorria, ame, agradeça! Quando você observar verá como é rodeado e coisas boas. Viva e sinta a gratidão, isso fortalece e funciona como um combustível para a vida.
5 – Contágio Social – Você sabia que você é a média das 5 pessoas que você mais convive? Busque se aproximar daquelas pessoas que têm o mesmo objetivo que você, converse com elas, faça atividades em grupo, contagie e se deixe ser contagiado pelo bem, pelas alegrias, pelo amor, paciência, compreensão e persistência.
6 – Propósito, missão – O que te move? Descubra a razão do seu desejo. Ter a clareza do porquê das suas coisas te motiva, te entusiasma e não te deixa desistir no primeiro desafio.
7 – Foque no presente – não é atoa que o “presente” recebeu esse nome! Viva o hoje! É ele que importa! Aprenda com o passado, mas não se prenda a ele, não gaste energia excessiva com o que já foi. Olhe para o futuro para estabelecer seus objetivos, sonhar, mas viva principalmente com o foco no presente.

8 – Por último, mas não menos importante, AÇÃO! Aja, aja hoje! Aja agora! Aja antes mesmo de estar pronto! A ação é o termômetro de como você está e te direciona ao caminho correto.

E agora, prontos para encarar os próximos meses e fechar 2017 com chave de ouro?

Dano Moral X Mero Aborrecimento

Todos nós, já tivemos casos para contar de alguém que conhecemos, ou até nós mesmos sobre uma descortesia com um cliente no restaurante, o atraso de um voo, o cadastro indevido nos serviços de proteção ao crédito, etc. Aí a primeira coisa que se diz é: ”Cabe dano moral!” Mas, será que cabe mesmo ou estamos apenas banalizando o instituto? Será uma espetacularização do dano moral como forma de agregar valor de modo a suprir a necessidade de punir ou impor a gravidade do ato praticado contra a vítima?
Essa é uma das enumeras questões do direito brasileiro que por ser tão subjetiva tendem a ser aplicadas indistintamente. Mas como saber se trata-se de dano moral ou apenas de mero aborrecimento?
Para que seja caracterizado o dano moral, o fato ocorrido deve trazer como consequência ofensa à honra, ao afeto, à liberdade, à profissão, ao respeito, à psique, à saúde, ao nome, ao crédito, ao bem estar e à vida, sem necessidade de prejuízo econômico.
Sendo assim, o entendimento jurisprudencial que prevalece no direito brasileiro posiciona-se no sentido de que o mero aborrecimento ou dissabor cotidiano é o fato contumaz e imperceptível que não atinge a esfera jurídica personalíssima do indivíduo, sendo um fato da vida e, portanto, não repercutindo ou alterando o aspecto psicológico ou emocional de alguém.
Vamos citar como exemplo de um atraso de voo. É certo que quem viaja de avião está sujeito a atrasos aéreos. E temos que concordar que, na hipótese desses atrasos serem significativos, resta frustrada a expectativa do consumidor uma vez que ao optar pelo transporte aéreo, espera-se a própria rapidez. Mas, qual será o atraso que permite indenização? Quantas horas são necessárias para configurar um atraso indenizável? Existem regras no jogo que todo passageiro quando adquire uma passagem deveria saber. Nesse sentido vale citar O Código Brasileiro de Aeronáutica estabelece em seu art. 231 que quando o transporte sofrer interrupção ou atraso em aeroporto de escala por período superior a 4 horas, qualquer que seja o motivo, o passageiro poderá optar pelo endosso do bilhete de passagem ou pela imediata devolução do preço e que todas as despesas decorrentes da interrupção ou atraso da viagem, inclusive transporte de qualquer espécie, alimentação e hospedagem, correrão por conta do transportador contratual, sem prejuízo da responsabilidade civil.
Contudo, sustentados na legislação específica vigente que atente aos direitos do consumidor, os magistrados vem utilizando a expressão “mero aborrecimento ou dissabor cotidiano” de forma exaustiva e repetida em suas decisões que versem sobre dano moral para tentar frear o uso indiscriminado do instituto visando apenas o valor indenizatório. Isto, por si só, desqualifica o fundamento do dano moral que vai muito mais além do que valores pecuniários,mas como a ofensa ou violação de princípios de ordem moral tais como os que se referem à honra, à liberdade, à sua pessoa ou à sua família.

Nesse contexto, ainda que as ocorrências inoportunas do dia a dia agitado dos tempos atuais nos causem diversos transtornos e aborrecimentos e elevem ainda mais nosso nível de stress, é certo que os meros dissabores ou aborrecimentos cotidianos não podem ser considerados fatos geradores de dano moral. A não ser que esses nos coloquem em uma situação humilhante ou vexatória ou degradante, afrontando assim à moral, poderá sim, exigir na justiça indenização pelos danos morais causados.